Cidadão sem noção.

A cena já se tornou memorável.

Em mais um quadro inspirador, os gênios do CQC colocaram à prova a disposição do cidadão comum em resolver problemas que estão bem a sua frente. E mesmo que não resolvesse, que ao menos tomasse uma atitude adequada. Era o "Cidadão em ação". Mas o que se viu...
O que se viu foi um bando de sem noção violando as leis e dispostos a levar nossa juventude a um futuro não tão brilhante assim.
Os poucos que exerceram a cidadania e assumiram uma postura exemplar, assim o fizeram não por saber que se tratava de um quadro jornalístico, mas sim pela consciência de que o mínimo de bem que podemos fazer para o próximo é o suficiente para mudar a sociedade em que estamos inseridos.
Por outro lado, os "sem noção" agiram levados pelo senso comum de que o problema do outro é do outro. Não é meu. Não cabe a mim assumi-lo. Ou até mesmo compartilhá-lo. Ainda que o outro se pareça ou tenha a mesma idade de algum ente querido.
O garoto que me pede cigarro é de menor? Culpa dos pais que não o ensinaram direito, que não o orientaram. "A culpa e a responsabilidade não são minhas" pensam alguns.
O índice de alcoolismo entre adolescentes cresce? Eu não tenho nada a ver com isso e aposto que o copo de Jurubeba que arranjei para aquele guri não vai transformá-lo em um bêbado. E mesmo se fizer, e daí? Não mandei ele beber. Nem sou pai dele. Aliás ,nem o conheço. Só tava fazendo um favor.
E por que razão iria negar uma "sacanagemzinha" pra alguém de menor? É de pequeno que se aprende. "Li" várias revistas dessas e aqui na boa. Só minha mão que dói de vez em quando. Sacanagem faz bem. Ainda mais que com essa onda emo atacando a garotada de hoje , temos que pensar no futuro procriativo da humanidade. Fresco mesmo, só se for o ambiente.

As frases acima parecem ser ficcionais.Mas não são.Muitos de nós pensam assim e propagam essas idéias. O resultado disso? uma geração de jovens desmiolados e viciados. Vivendo como adultos mas sem a devida maturidade. E gerando crianças que possivelmente repetirão os mesmos atos, caso o ciclo não seja quebrado.
É nesse momento que o cidadão deve entrar em ação.
Eu não preciso ter laços sanguineos ou emotivos com alguém para que o ajude.Para que o oriente. Se estiver ao meu alcance ( e até mesmo não estando), cabe a mim como cidadão consciente orientar aqueles que por falta de maturidade ou estrutura familiar estão desorientados.
Caso contrário, posso ser mais um nome adicionado a imensa lista de vítimas de crimes praticados por menores.
Menores que poderiam ser salvos se alguém como eu e você entrássemos em ação.

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Um cara indignado. Indignado pelo modo como nosso país é guiado, pela maneira como a sociedade é moldada. E disposto a fazer a minha parte para mudar o mundo.

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