Eu voto, Tu votas. Eles voltam!

Dizem que o voto é importante e que por meio dele a sociedade pode ser mudada. E escondem uma verdade: no Brasil, ele não funciona. Não como deveria. Funciona como um instrumento de troca. Troca de favores. Sem falar na possibilidade da venda do voto. O que não acontece no Brasil, é claro. Afinal,somos uma democracia sólida. Tão sólida quanto gelatina.
Nisto reside o problema. Nossa estrutura social é deficiente e acaba gerando o que nós temos hoje:Um país continental com imensas, gritantes desigualdades. Desigualdades que só aumentam eleição após eleicão. Não importa quem ganhe a disputa. O voto ainda não é a arma do povo. É a chibata dos poderosos.
Por meio das "eleições democráticas", quem estar no poder se mantém no poder. Ou então, coloca um aliado em seu lugar.O mito da democracia brasileira foi tão bem enraizado que é difícil desacreditar nele. E assim, Eles sempre voltam.
E o povo vai votando.Levados por uma campanha política publicitária, enganosa, manipuladora. Repleta de musiquinhas contagiantes, embaladas por cenas tocantes e imagens preparadas para causar identificação nos eleitores. É a eleição no Brasil. E no resto do mundo também.
Entretanto,há uma possibilidade de mudança. E ela reside em você. Em sua vontade de modificar a sociedade. De contribuir para a construção da sociedade justa, igualitária que todos nós queremos.Sempre vão querer que você vote, pois só assim Eles voltam. E enquanto a estrutura político social continuar do mesmo modo, eleição democrática no país será como a história da Cinderela: um belo conto de fadas.
E nada mais!

O de baixo é meu!

“Primeiro levaram os negros, mas não me importei com isso. Eu não era negro. Em seguida, levaram alguns operários, mas não me importei com isso. Eu também não era operário. Depois, prenderam os miseráveis, mas não me importei com isso porque não sou miserável. Depois agarraram uns desempregados, mas como tenho meu emprego, também não me importei. Agora, estão me levando. Mas, já é tarde. Como não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo”.(Martins Niemoll, poeta )

Todos nós conhecemos a lição. Já ouvimos repetidas vezes, mas insistimos em deixá-la de lado. Reclamamos do mundo, mas nada fazemos para mudá-lo. Só reclamamos mesmo quando o pé que está sendo pisado é nosso. Por quê?
Temos uma cultura do “Não é comigo” implantada em nossa sociedade. Nada fazemos para mudá-lo porque não somos vítimas dos seus problemas. Ou pelo menos, achamos que não somos. E, desta forma, caminhamos para a indiferença social, a incredulidade para com as mudanças. Achamos que nada vai mudar, portanto nem adianta tentar mudar. Tal modo de pensar começa na sua idade e vai edificando-se na juventude.
Pense. Quantas vezes você já ouviu tal discurso?Quais foram suas reações ao ouvi-lo?
Pense em algo prático para mudar a nossa sociedade, algo que possa mudar a vida de quem está ao seu lado. Pode ser uma palavra amiga, um abraço carinhoso, uma amizade sincera.
Não se incomode com as coisas somente quando o pé que estiver debaixo for o seu. Se você pensar deste modo, nunca que o nosso país irá mudar. É preciso acreditar em você. Em sua capacidade. Em seu poder de mudança.
E lembrar que o “pé” pisado, ainda que não seja o seu, pode ser o de alguém que você ama. Ou deveria amar.
Deus te ama muito.

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Um cara indignado. Indignado pelo modo como nosso país é guiado, pela maneira como a sociedade é moldada. E disposto a fazer a minha parte para mudar o mundo.

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