Assunto difícil.

Um chute. Era disso que ela precisava. Apenas um. O que estava crescendo em sua barriga era pior do que lombriga. A hora do prazer foi tão boa, que esqueceu a proteção e agora tinha um filho no ventre e problemas nas mãos. O que fazer?
Aborto é um assunto difícil de tratar. Uma vida futura pode ser "apagada"? Uma vida planejada pode ser alterada com a chegada de um bebê inesperado? Quem tem o direito de opinar sobre a vida do feto: a mãe ou o Estado?
A legalização do aborto é uma luta abraçada por muitos. Não é incentivar a prática abortiva, mas colocar às claras o que se faz de modo clandestino no país. Prática que ceifa a vida de centenas de mulheres no Brasil. Entretanto, legalizar a morte de crianças inocentes fere princípios cristãos de nossa nação católica.
É fácil condenar as mulheres que fazem aborto( entre as quais encontramos várias adolescentes)mas porque atacamos as consequências e não as causas do problema? A maneira como o sexo é visto pela sociedade consumista influência o surgimento de gravidez indesejada.
Quantas crianças não são induzidas a relação sexual sem ao menos ter a mínima noção de educação sexual?O aborto é consequência de um problema maior e acaba surgindo como a "melhor solução". Rápida. Prática.
Pena que não estamos falando de uma "coisa". Falamos de vida. Vida que pode amar, sofrer, sonhar, construir, contribuir, viver.
Vida que só precisa de uma chance apenas pra fazer tudo isso.

O triste estado do Maranhão.

UTI. Foi lá que colocaram o pobre Maranhão.Sua vida sempre foi difícil. Humilde, começou a trabalhar desde cedo. E a ser explorado também. Mais da metade do que produzia era para o patrão. Patrão que se achava "dono do Mar" e de tudo o que nele há.
E Maranhão cresceu. E padeceu. O trabalho aumentou e a exploração também. Maranhão, coitado, já nem reclamava mais. Ficava feliz quando o patrão lhe dava o resto que sobrava. O patrão, esperto, proclamava seu amor pelo Maranhão. Maranhão que lhe deu riqueza, realeza, poder. Só não deu caráter, pois ainda não está a venda.
Mas a roda do tempo passou e o cansaço chegou. Com muita alegria, o patrão resolveu presentear a filha. Deu-lhe o Maranhão como brinquedo. A menina, ambiciosa, amou tanto o presente que nunca mais quis largá-lo. E Maranhão foi sugado, depredado, explorado, escravizado.Porém,ele teve filhos. Que o amam e não suportam vê-lo nesta situação.
Os filhos do Maranhão saíram à luta. E continuam até hoje. Depois de tanta exploração, Maranhão foi parar no hospital. E lá passa muito mal. Na chamada "eleição democrática", Maranhão tem que escolher entre a tragédia e a desgraça. Seus filhos podem interferir nesta escolha.Mas o pobre Maranhão perdeu a esperança. Deixou lá atrás na infância.
Cabe a seus filhos resgatá-la.

E querem que você acredite!

Desde cedo somos "ensinados" que a realidade do país é difícil e é preciso lutar muito pra "vencer na vida". Seguimos modelos que são pré-estabelecidos e nem percebemos. Parece exagero? Antes de responder, reflita um pouco. Um poder governamental não é mantido de forma natural. É preciso construir uma base, um alicerce para que alguém possa mandar. Aí que entram em cena os instrumentos de dominação ideológica. Fica mais fácil controlá-lo, se eu direcionar aquilo que você ouve, assiste ou ler.
Mas será que tudo é controlado pelo sistema político-econômico dominante? As imagens que passam retratam a realidade ou aquilo que querem que você considere como realidade? Estabeleça na mente o que é prioridade. Assim você vai entender onde queremos chegar.Entre todas as nossas necessidades básicas, a maior é a de comer. Ninguém pode escrever, produzir, pensar, jogar, brincar, amar, se estiver com fome. A necessidade de alimentação é prioridade e todos os recursos existentes deveriam ser voltados para saciá-la.É algo simples de entender, mas que ainda não virou realidade na vida de muitas pessoas. O sistema político governamental deveria assumir a responsabilidade e proporcionar alimento para todos.
Mas, você sabe que não é isso que acontece. E por que não há uma revolta populacional contra isso? Simples. Existem meios de mascarar a realidade, "esconder" o problema. A "cultura popular" se encarrega disso. Festivais são criados para trazer diversão ao povo e desviar o foco das verdadeiras prioridades: a luta contra a miséria e pela igualdade social.
É verdade que " a gente não quer só comida", mas é necessário abrir os olhos para aquilo que realmente importa.Ei! Mas você pode dizer que " as coisas não estão tão ruins assim". Pelo menos é o que você vê na TV. A verdade é que os meios de comunicação, em sua maioria, viraram meios de conformação, de manipulação.
A TV realmente existe para programar as pessoas, condicionando-as para que acreditem que o país está no rumo certo e que sem desistir alcançarão os objetivos. Só não diz que o poder público, quando não fecha a porta, dificulta o acesso a população. Não diz e vai continuar não dizendo.Programas como "Malhação" são criados para desviar sua atenção de questões realmente fundamentais, importantes para a construção de uma sociedade mais igualitária. Contam várias mentiras como se fossem verdades e querem que você acredite. A venda foi colocada nos seus olhos há muito tempo.
Chegou a hora de começar a tirá-la!Em que você vai acreditar? Na "realidade" apresentada ou naquilo que está por trás dela?

Só falta pão no circo do Maranhão!

Como todos sabem vivemos numa bela ilha, que irradia alegria pra todos os lados. O lado de lá, o acolá. Mas e o nosso lado? Por que pra estas bandas, as bandas não tocam constantemente as musiquinhas alegres?
É simples. Não moramos em um Estado. Isto aqui é um grande circo. E o povo é feito de palhaço. Palhaço que não tem direito a um mísero pedaço de pão.
Até a prática do "pão e circo" funciona de forma caótica aqui. Temos muito circo e nenhum pão. E enquanto isso, as mesas dos poderosos, daqueles que acham que mandam( e será que não mandam mesmo?) são eternamente abastecidas com aquilo que há de melhor.
E por que a população não se revolta e clama pelo pão? A música. A irritante e constante música que chega aos ouvidos. Ela toca mais alto do que a vontade de mudar.
E no nosso circo, temos música à vontade, para todos os gostos. É folia dentro e fora do tempo. E não dão tempo pro povo respirar, pensar. É um Mar(de)Folia. Que propagandeada pela Mirante, enriquece ainda mais os governantes.
Não dê ouvidos aos visitantes que aparecem no circo, prometendo botar pra ferver. São alienados, desconhecedores da realidade e estão cumprindo o papel que lhes foi destinado: distrair o povo. Fazer com que esqueçam o pão. Pão que cada dia está mais distante, servindo como lenha, alimentando a sede de poder da Mirante.

Consumindo. Consumido. Sumindo.

Não sou rebelde. Não quero ter emoção pra valer. Nem preciso experimentar.
Mas ainda assim corro o risco de sumir, de desaparecer diante de tantas opções de consumo. A lógica do capitalismo é criar necessidades para então satisfazê-las. Precisamos das coisas a partir do momento em que elas estão disponíveis e isso vale tanto para produtos quanto para idéias.
E no final das contas, tudo acaba ficando dispensável. Ou seja, eu gosto da minha caneta, mas aquela que apareceu no comercial( com DVD, câmera digital e celular imbutidos) é sensacional. Eu preciso dela. Não posso viver sem ela... até aparecer uma outra mais sensacional ainda. Acabo sendo consumido pelo consumo. Possuindo trezentos pares de sapatos, enquanto a maioria das pessoas andam descalças.
As grandes empresas investem em propagandas cada vez mais atrativas para gerar no indivíduo a "necessidade" do consumo daquele produto que está sendo anunciado. E, pouco a pouco, aquele que é consumido acaba sumindo. Perde a identidade. Só veste a roupa que está na moda. As suas palavras não são suas. São copiadas da última novela ou programa de sucesso. Ele não é mais ele. É aquilo que o sistema consumista quer que ele seja. Sistema que transforma datas comemorativas em ocasiões meramente comerciais. Colocando na mente das pessoas o verbo "comprar" como o mais importante, o essencial para uma vida feliz.
É importante pensar no assunto e tomar uma postura diante dele. Caso contrário, você vai continuar sumindo, consumido pelo desejo incontrolável de ter aquilo que é anunciado na mídia. Mídia que agradece muito caso as pessoas continuem como estão: assistindo e consumindo.

Convocados pra Copa.

Não tem como negar: a Copa é super-importante. É o lugar dos sonhos de quase todo brasileiro. É lá que renovamos as nossas forças, nos reunirmos com a família, reacendemos a chama da esperança.
Pena que nem todos pensem assim e alguns nem conhecem a copa. Entra em seus quartos e se fecham pro resto. Não entendem o valor da copa. Nela a família pode se reunir. Pais e filhos podem aproveitar para se conhecerem melhor, trocar idéias, informações.
Cara, a copa pode ser a salvação das famílias brasileiras. Mas tem que ter as " estrelas ". Sem elas, a coisa toda não tem sentido. Que venha a seleção! Entretanto, nem todos podem ser convocados. O jeito é cortar dali, puxar daqui. Apertar o cinto e ver o que deu pra chamar. Pronto! Já temos uma lista. Mas ao que parece, o principal não pôde vir. O acompanhamento também não. Ficamos com o básico. Época de crise. Você sabe como é.
Entretanto não tem pra ninguém. A copa é nossa. Use-a. Não fique só sonhando que a vida poderia ser melhor. Vá pra copa e leve a sua família . À principio, eles não vão querer ir, mas insista. É necessário construir este hábito saudável em nosso país.
É lá que a família deveria se reunir pra conversar, amar, desabafar, confraternizar, trocar informações e,talvez, assistir à outra Copa, que é mundial, mas não essencial.

O Problema da Lei

Parece absurdo, mas às vezes é necessário ser contra a lei. Ser contrário àquilo que a lei defende. Para entender, lembre: Quem cria as leis? Eles criam pensando no benefício de quem? Da maioria ou da minoria da população?
Há uma ideologia em nosso meio que defende a obediência cega às leis e uma não reflexão sobre o que está por trás delas. Na teoria , o poder legislativo deveria ser composto por pessoas preocupadas com o bem-estar da população. É isso que acontece?A lei da imunidade parlamentar já beneficiou sabe-se lá quantos políticos pilantras? É um exemplo de lei criada para beneficio próprio.
E o poder judiciário também tem sua parcela de culpa, pois no Brasil, além de cega,a justiça é falha. Suas asas não alcançam o povo, mas acariciam os poderosos.É claro que leis são importantes para a construção de uma sociedade melhor, mas é necessário ver o que elas representam, quem é realmente beneficiado por elas.
Não estamos incentivando uma sociedade sem leis. Queremos que você pense qual o propósito delas serem criadas. Servem para a educação ou para o direcionamento do povo? Servem para a construção de uma mente crítica ou para a conformação de várias pessoas. Servem para fazer você calar ou falar?
Pense nisso. E antes de aceitar o que a lei "manda", veja quem está mandando por trás dela.

A Escola que não cola.

O que você faz sentado aqui? Só ouve? Aliás, ouve? Produz idéias? Reproduz idéias? O que fazemos na escola? O que a escola faz em nós?
É importante pensar no assunto porque a maioria das pessoas passa um tempo considerável " sentado nos bancos escolares" sendo ensinados. Ensinados? Não seria direcionados?. Para entender o problema , é preciso conhecer o conceito de "escola".
Na cabeça de muita gente, escola é " o lugar onde vou receber ensinamentos". Observe bem: receber ensinamentos! Nessa visão subentende-se que se vou receber é porque ainda não tenho. E o professor, símbolo maior do conhecimento e "dono" da informação, é o centro do ensino. Mas, isso é ensino? Isso é escola?
A palavra "educação" quer dizer " colocar para fora aquilo que está dentro de alguém". Educar é ajudar alguém a desenvolver algo que ele já possui. Não é ensinar regrinhas pré-estabelecidas ou conceitos superficiais. Também não é levar alunos a alcançarem médias padronizadas por um sistema educacional que visa mais a quantidade do que a qualidade, notas boas do que aquisição de conhecimento.
A escola que ensina a reprodução de pensamentos é ideal para manter um sistema desigual gerador de miséria. Somos mantidos aprisionados em um sistema educacional que fecha a visão das pessoas. Lembra? É o já famoso " estudo pra seletivo" É a centralização das matérias essenciais e desvalorização de outras. Não querem que você saiba, mas a revolução começa nas escolas.
É necessário voltar a pergunta inicial: " o que você faz sentado aqui?" Este é o ponto principal. A visão que você tem da escola é que vai guiar sua conduta de vida. A escola que produz pensamentos não vai te dar respostas prontas. Vai te ajudar a fazer perguntas. A entender o que está por trás da "realidade" que nos é apresentada. É este tipo de escola que devemos tentar construir.
Entendeu? Nós devemos construir.
Não depende só do professor. Você é peça fundamental também. Questione, discuta,pergunte, informe-se, critique, participe, construa, compartilhe ensinamentos.
Esse tipo de escola que reproduz idéias do sistema dominante não cola. Ou pelo menos não deveria colar na mente de quem realmente quer mudar o quadro triste que temos no país.

As Crônicas do Mara: os laranjas, o mirante e a cafeteira.

Em uma terra não tão distante assim, um jogo de poder inicia-se. A cadeira do trono está vazia. Ou quase. O atual REInaldo não tá com a bola toda. Puxou o tapete da Poderosa, aquela cujo-nome-não-deve-ser-falado. Mas ela está de volta. Com mais Gana. Com mais Grana. Disposta a voltar ao comando.
Para tanto, precisava de auxílio. Procurou um considerável artefato de poder: a antiga cafeteira. A mesma que no passado a desprezou. Mas não há roteiro que não mude pela força do dinheiro. Aliança formada. Luta iniciada. Os alicerces da realidade foram abalados. Ou melhor reestruturados.
O debilitado castelo Mirante, abandonado pelo traiçoeiro REInaldo, foi restaurado. É a sede do poder daquela cujo-nome-não-deve-ser-falado. Com um pomposo castelo à disposição, uma luta ideológica é travada. Mas é necessário mais pra ganhar. Ganhar é pouco. O que se quer é monopolizar. É preciso acabar com qualquer tipo de futura resistência. E um plano é traçado. Laranjas são plantados. São doces, agradáveis, atraentes ao povo. E servem pra dividir as forças adversárias. O plano segue conforme o planejado.
E no reino do Mara, nuvens negras pairam no céu. E parecem que não vão sair. Até que...antigos habitantes, imunizados aos discursos daquela cujo-nome-não-deve-ser-falado, resolvem se unir. Recusam as graças do REInaldo e não são submissos à Poderosa. São poucos e taxados de loucos. Mas a epidemia se espalha. E chega no meio do povo. E o povo sai no meio. Das ruas. Das escolas. Das praças. Todos gritando: " A realidade não é essa. Vamos descobri-la." E eles foram.
E até hoje tentam. A luta não acabou. E pode mudar a vida. Os poucos que gritam sabem que suas vozes poderão ser abafadas. Mas nunca apagadas.
E a mensagem de libertação sempre será anunciada. Até mesmo por meio de crônicas. Como esta que você acabou de ler.

O Canto dos encontros e encantos de uma vida passageira.

A vida não anda. Corre. E nessa correnteza, perde-se um pouco de sua beleza. Culpa-se o mundo. Culpa-se a vida. Mas ela continua a correr. E a proporcionar encontros. Que nunca são acidentais, meras obras do destino. Mas fazem parte de um esquema universal. Cada encontro tem seu encanto. E cada encanto seu ponto de encontro.
Sendo a vida passageira, os encontros também o são.
Mas o canto do encontro é eterno. Nele reside a força da amizade, a eternidade do amor. Os desencontros tentam tirar o encanto dos encontros. São inúteis tentativas, pois o encanto encantou-se com o encontro, produzindo um canto encantador.
Mas, ainda assim, a vida é passageira. Determinada a seguir seu rumo. Incansável em sua caminhada , até que o descanso final a alcance. Em compensação, seu encanto é eterno.
Toda amizade nasce como fruto do encanto de um encanto. Não serão simples desencontros que irão desencantá-la.
O canto dos encontros mostra seu indispensável amor. O encanto em cada encontro fortaleceu nossa irmandade. E a vida? Continua sendo passageira...!
Não perca tempo, irritando-se com os desencontros que surgiram, surgem e irão surgir.
Viva os encantos dos encontros. São eles que fazem a vida valer o ato de ser vivida.

Um conto curto para alongar sua mente.

Cultura e Brasil não conseguiam se entender. Viviam brigando. Não entravam em acordo sobre nada. Então, Brasil resolveu radicalizar. Seguiu os conselhos do Tio Sam e arranjou uma gringa como amante. O romance foi meio difícil no começo e passou a ser insuportável com o passar dos meses. A gringa era muito mandona. Mandava no Brasil e ditava seus costumes.

A Identidade Nacional foi a primeira a deixar Brasil.Sentiu-se traída, abandonada. Sem identidade, Brasil afogou-se ainda mais nos braços da amante.
Entretanto, o romance incomodava muita gente. Velho Mundo, esperto como ele só, ofereceu a Brasil seus dotes preciosos. E Brasil aumentou sua lista de amores.
Chegou o dia em que Cultura não conseguiu mais disfarçar. Jogou na cara do Brasil seus casos extra-conjugais. Brasil negou, é claro. Mas como negar o que todos estão vendo?
Cultura não aguentou e deixou Brasil. Sem Cultura, os filhos do Brasil ficaram sob a tutela da gringa. E Tio Sam conseguiu o que queria: expandir seu império de influência. Em algum lugar da mente, Brasil sabe que está sendo enganado. Sabe que quem o USA não o ama.
Mas Brasil perdeu o ânimo sem Cultura. Seus filhos abraçam Tio Sam e suas idéias. E ouvem contos pra moldar as mentes.
E Cultura? Está em algum lugar por aí, esperando que um de seus filhos a encontrem.

Sentados no Brasil.

Em meio a crises de segurança pública e econômicas, aliadas a uma decadência moral e ética, 506 anos passaram-se no Brasil. A data é pouco comemorada. Para alguns até esquecida. Substituída pela "trágica história mineira".
Portanto, é preciso redescobrir o Brasil.Ou descobri-lo de verdade. Não é comemorar o saqueamento colonial-europeu ou a dominação ideológica -político- americana. Mas celebrar a construção de nosso país. Ele não é aquilo que nós queremos, mas tornou-se aquilo que nós fizemos dele. Tudo por causa de um visão distorcida da pátria, que nos leva a agir como se cada ação cometida fosse individual e não afetasse a coletividade.
Observe o ciclo pernicioso que começa com um simples "estou apenas sentado". Estando apenas sentado, não aprendo o que me é transmitido. Não aprendendo, não vou desenvolver a minha mente e nem obter os conhecimentos necessários para alcançar meus objetivos. Não alcançando-os, um sentimento de frustração e incapacidade toma conta da minha mente. Tais sentimentos fazem com que palavras como "mudança" e "desenvolvimento" tornem-se apenas palavras. E no futuro, gero outras pessoas que também ficarão apenas sentadas.
O que você vai fazer com estas palavras é um "problema" seu, mas o resultado de suas ações é algo que afeta a todos.
Nestes 508 anos , o país não mudou muito porque muitos ficaram apenas sentados. Sofreram nas mãos dos colonizadores, mas ficaram sentados. Passaram por guerras, lutas, crises, ditaduras e permaneceram sentados.
E vão permanecer, até cederem o lugar para outro.
Estão apenas sentados no Brasil. E não pelo Brasil.

É melhor perder a piada.

Gorducho.Palito.Cabeção.Nanico.
Você conhece tais apelidos. Conhece até mesmo outros piores. São comuns em quase toda roda social. Atire a primeira pedra aquele que nunca fez um piada sobre as características físicas de outra pessoa. No mundo isso já é normal. E muito prejudicial.
A violência moral, além de causar danos a auto-estima do indivíduo, gera a intolerância entre as pessoas. Não conseguimos aceitar o outro do jeito que ele é. Temos que curtir com a cara dele, zombar de suas características físicas que não são compatíveis com o padrão de estética estabelecido pela mídia, que utiliza a imagem como palha para alimentar o sistema comercial mundial.
O primeiro passo na solução para o problema é a tolerância para com as diferenças existentes nas pessoas. Todos temos o mesmo valor, mas possuímos diferenças que nos individualizam. Respeitar tais diferenças é amar ao próximo. Amar ao próximo é amar a Deus. Gastamos muito tempo rindo da cara dos outros e não dizemos o quanto eles são importantes, especiais para nós. A sociedade estimula você à pratica da violência moral. Mas você não é obrigado a ir atrás. existe uma outra alternativa: o amor.
Você pode amar as pessoas. Elogiá-las. Valorizar suas qualidades e não seus defeitos.
O velho ditado" Perca o amigo, mas não perca a piada" deve ser deixado.
Levando em conta a situação da humanidade atual, é melhor perder a piada.

I don't speak português( Ou pelo menos dizem que não!)

Há um preconceito linguístico enorme no país.
Uma visão de que não sabemos falar português e, quando falamos, ainda massacramos a pobre língua. Entretanto, é craro que iço não é verdade. A diversidade linguística deve ser levada em conta ao se estudar a língua. Os que falam um português "errado", na verdade estão se comunicando por meio de uma variação da língua, diferente do padrão gramatical. A norma gramatical é uma, mas não a única faceta da língua. Entretanto, milhões de brasileiros acreditam cegamente que falam errado, que não conhecem a língua do país em que nasceram. Pertencem as classes pobres, desprovidas de saúde, infra-estrutura, educação de qualidade.
Há algum probrema niço?
Vários, mas o principal é o político-social. Pense. Os pobres são os que falam "errado", que envergonham a língua. Os ricos são os que falam "certo", que sabem valorizar a língua. Os que mandam em nosso sistema político através dessa ideologia do falar "certo" e do falar "errado", acabam oprimindo a população taxando-a de incompetente linguística. Será que até na fala o capitalismo quer mandar? Quer. E os cursos de gramática da língua submissos aos programas de seletivos e concursos são uma prova disso.
Portanto, tente construir um avisão diferente da língua. Uma visão revolucionária. Caso contrário, o título deste texto será um arealidade na tua vida e você continuará levando "porrada" daqueles que se consideram guardiões da língua portuguesa.

Democracia de papel

Contaram uma piada no país. Disseram que a democracia existe e que está firme na sociedade. Afinal de contas, existem eleições diretas. O povo tem direito de escolha. Ou pelo menos acredita que tem.Na verdade, a democracia é um sonho a ser conquistado. E um sonho que não é impossível.
Ela ainda não é realidade, porque as massas populares desconhecem seus direitos e deveres. São facilmente manipuladas, enganadas e induzidas a sustentar um poder político que se enriquece em cima da miséria da nação. Parece radicalismo afirmar a inexistência da democracia, mas só é necessário observar a sociedade de forma crítica.
Uma sociedade democrática passa por um sistema de ensino de qualidade. Através dele o indivíduo aprende a questionar, a formular pensamentos críticos, a não se deixar alienar. Quando o ensino não cumpre o seu papel, a sociedade perde porque sem questionamento, os meios de manipulação social continuam a fazer seu trabalho de conformação.
Por isso que as eleições não são verdadeiramente democráticas. O povo vota, mas não sabe por que vota. Desconhece na prática, a importância do instrumento do voto. Mas se cada indivíduo consciente tentar e conseguir abrir os olhos de outro, podemos gradativamente transformar o sonho de uma sociedade mais justa em realidade.
Participe também da luta por um Brasil democrático de verdade. O maior beneficiado será você e a melhor recompensa é um país melhor.

Cansou de ser otário?

Você vai dizer que sim. Vai afirmar com toda certeza que nunca foi otário. Mas tudo bem. Os otários nunca reconhecem que são, pois se reconhecem deixariam de ser.
E você é um otário. Nos somos otários. Ou pelo menos, querem que sejamos.Sendo um fica mais fácil sustentar o sistema político desigual do país.Usam as escolas como instrumento de comodismo e conformação.Querem barrar seus pensamentos ou então direcioná-los para uma atitude conformista. Para que você acredite que está tudo bem e não lute pela mudança.
Por essa razão, tenha sempre uma postura crítica. Avalie o que você ouve ou lê. Aqueles que ensinam não são donos da verdade e podem usá-lo para manipulá-lo.Os otários são as primeiras vítimas do monstro caolho, um verdadeiro camaleão programado para programar você. Um país de otários nunca vai avançar: Vai continuar sendo cadeira para outros sentarem.
Não seja mais otário. Abra os olhos da mente. Não engula tudo aquilo que lhe oferecem.Os otários acreditam que o país precisa “mudar”, mas não participam da real mudança. São corruptos nas pequenas coisas e alimentam redes que manipulam a sociedade.
Mas todo otário pode avançar. Pode ser curado da “Otarice”. Entretanto, os otários existem porque tem um papel fundamental na estrutura da sociedade. Sabe como é: otários não pensam direito, mas votam certinho.E de otário em otário formamos uma nação subdesenvolvida.
Nós podemos ser otários, mas vamos continuar?
Chega! Cansei de ser otário! E você?

A Ética foi passear, mas volta já! Ou será que não?

Um belo dia, por motivos ainda desconhecidos, achou-se demasiadamente cansada de suas obrigações. Resolveu dar uma olhada pela janela. O sol despontava no horizonte e a claridade do dia convidava a um passeio. Tomada por tão ilustre ocasião, Ética resolveu dar uma volta. Apenas uma “escapadinha” para ordenar as idéias. Vestiu sua melhor roupa e botou o pé na estrada. Achou que sua ausência, mesmo que fosse notada, seria menosprezada em razão de assuntos mais prioritários.
É lá se foi a Ética... O caminho por ela percorrido era tão agradável aos olhos, que resolveu prolongar seu passeio por mais alguns dias. Afinal de contas, o mundo não iria acabar por causa da sua aventura juvenil.
No começo, a ausência de Ética sequer foi notada. Havia tempo que seus conselhos eram postos de lado. Diziam que estava ultrapassada. Que havia ficado pra “titia”.Ambição foi a primeira a notar a falta de ética. Não gostava dela pois sempre atrapalhava seus planos. Aproveitando-se da confusão geral, ambição fez a festa. Transmitiu a todos sua visão particular de uma vida sem Ética. Suas palavras, doces como o mel, escondiam os sabores amargos do orgulho.Levemos em conta que num mundo sem Ética, ambição fala mais alto. Seduzidos pelos argumentos de ambição, todos começaram a questionar a importância de Ética. Até que... Ela foi esquecida. Viver sem Ética tornou-se uma prática comum. Ética voltou, mas procura um lugar pra ficar. Entretanto, em meio a tanta ambição, qual o espaço pra Ética?
Não há! Então, ela foi pro espaço.

Mãos diferentes, Sombras iguais.

"Todo ser humano tem direito a ser alguém e tem direito a ter um bem do bom e do melhor."
(Gabriel, O Pensador)

"O sino da desumanidade do homem para com o homem não dobrará por um homem em especial, mas por qualquer homem. Dobra por você, por mim, por todos nós".
As palavras ao lado pertencem a Martin Luther King, ativista e pacifista negro que lutou pelos direitos civis dos negros norte-americanos nas décadas de 50 e 60. Luther King acabou sendo assassinado por causa de sua luta, mas suas idéias ecoam ainda hoje. O problema é que outras vozes tentam silenciá-las. A sociedade, estimulada pelo sistema capitalista comercial,cria datas especiais para "homenagear" as minorias ou incentivar o consumo. Como consequência direta cria-se a visão do "Dia". Isso causa comoção, atenção. Até pode causar reflexão, mas dificilmente gera ação.
E sem ação, as palavras são apenas palavras. O que não é bom. Palavras são o motor de qualquer ato. E os atos produzem mudanças. As pessoas acomodam-se nas datas comemorativas e esquecem de atribuir o valor devido a todo ser humano todos os dias.
Não é preciso esperar um dia especial para valorizar alguém. Ou para lutar por algum direito civil. Mulheres, homens, crianças, idosos, brancos e negros, todo ser humano é especial em qualquer dia do ano. E todos precisam de oportunidades iguais para crescer, viver, progredir. Somos residentes de um mesmo planeta e para melhorá-lo precisamos juntar as mãos diferentes, produzindo uma única sombra em comum.

A primeira vez de Grazi.

Ela sempre esperou por isto.
Achava que já estava na hora,que era o momento ideal. Então, o medo surgiu. Será que ia gostar, que ia saber fazer tudo certinho? E se algo desse errado? Poderia ficar com algum trauma. Era um momento de grande dúvida. Afinal, era a sua primeira vez.
Não queria errar. Escolheu o mais bonito, o que tinha um melhor "acabamento". Já tinham se visto antes. Já haviam trocado alguns "olhares". Ele parecia o par perfeito.
E realmente era.
Parecia que ele a conhecia de longa data. Tinha sempre uma palavra de conforto, de carinho. Ele a fazia rir, chorar, amar. Foi uma inesquecível primeira vez.
Mas como dizem " o que é bom dura pouco". A relação chegou ao fim. E ela não ficou triste não. Havia descoberto uma grande fonte de prazer e sabia onde tinha mais. E foi atrás de outro. E outro.
E não parou mais.

Hoje ela está com dois ao mesmo tempo e dedica atenção a ambos. Cresceu com estes relacionamentos e tornou-se mais feliz.
Grazi conheceu o prazer.
O prazer da leitura. Prazer que só um bom livro traz para aquele que o procura. Você também pode sentir o mesmo. Há bons livros perto de você. São amigos que podem lhe ensinar várias coisas. Basta que você os abra e inicie uma relação que só lhe trará benefícios.
Talvez, sua primeira vez com um livro já tenha acontecido. Ou talvez ainda não.
Seja como for, chegou a hora. Hora de conhecer um livro e o prazer que ele dá.

Não é a bala que está perdida.

Do nascimento até o agora, ela foi definida com propósitos.
Tinha um caminho já traçado. Não podia negar sua origem. Teve uma vida dura. Forjada a ferro e fogo. E sempre, durante toda a existência, foi usada. Homens gananciosos a vendiam, a exploravam. Passou de mão em mão, sendo vista como uma mercadoria de valor. Até que um dia encontrou seu destino... na cabeça de alguém!
Foi retirada às pressas, presa e levada a julgamento.
Tentou argumentar inocência, mas sua causa era perdida. Sem argumentação para defesa, foi condenada a uma morte em vida. Odiada por todos sem nunca entender o porquê.
E sua história não é única. Há muitos como ela em nosso meio.
Por isso estamos perdidos. E vamos continuar.
Em nossa guerra civil não-declarada, onde somos todos vítimas em potencial, sempre haverá uma bala perdida destinada a alguém, com um nome gravado na memória, à procura de um lugar para descanso. Descanso esse que inesperadamente alcançará pessoas possuidoras de planos, objetivos, sonhos.
Todos encurtados pela ação de uma bala, perdida, em uma sociedade mais ainda.

A Moda me incomoda.

Andar na moda. Estar na moda. Sair na moda. Ficar na moda.

Puxa! Como é difícil ser fashion. Exige sacrifícios e é preciso seguir as tendências da estação. Tudo isso para ser notado, entrevistado, glamourizado. Existirá prazer maior do que ser flagrado por um paparazzo? Ou ver seu rosto estampado em capas de revistas? Se existir, ainda é desconhecido.
Os "15 minutos de fama" foram sociabilizados. Todos os querem. E fazem tudo para alcança-los. Talento? Pra quê? No mundo de hoje, basta ter certas proporções físicas bem avantajadas para sair do anonimato. É a moda! Aquilo que todo mundo tá falando ou tá fazendo é o que você deveria fazer ou falar. Mas... por quê?
Tudo se resume a uma palavra: padrão!
O Padrão está em todo lugar. Dizendo o que você tem que usar, falar, ser. Tornando-o "igual "a todos. Pelo menos no lado de fora.
Padronizar algo é arrancar as diversidades existentes no ser humano. É tentar eliminar o diferente, o diverso. É andar na contra-mão de nossa própria natureza. A humanidade é diversa. E isso é o que nos torna tão ricos culturalmente. É um crime tentar "unificar" a sociedade desse modo. Estar fora do padrão. É assim que devemos estar. Pelo menos é o que acredito. O problema éque vão te colocar à margem por causa disso. Voce vira um marginal. Não como um Lula é claro.
Mas o que vale mais? O que você é ou o que querem que você seja?

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