Não é a bala que está perdida.

Do nascimento até o agora, ela foi definida com propósitos.
Tinha um caminho já traçado. Não podia negar sua origem. Teve uma vida dura. Forjada a ferro e fogo. E sempre, durante toda a existência, foi usada. Homens gananciosos a vendiam, a exploravam. Passou de mão em mão, sendo vista como uma mercadoria de valor. Até que um dia encontrou seu destino... na cabeça de alguém!
Foi retirada às pressas, presa e levada a julgamento.
Tentou argumentar inocência, mas sua causa era perdida. Sem argumentação para defesa, foi condenada a uma morte em vida. Odiada por todos sem nunca entender o porquê.
E sua história não é única. Há muitos como ela em nosso meio.
Por isso estamos perdidos. E vamos continuar.
Em nossa guerra civil não-declarada, onde somos todos vítimas em potencial, sempre haverá uma bala perdida destinada a alguém, com um nome gravado na memória, à procura de um lugar para descanso. Descanso esse que inesperadamente alcançará pessoas possuidoras de planos, objetivos, sonhos.
Todos encurtados pela ação de uma bala, perdida, em uma sociedade mais ainda.

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Um cara indignado. Indignado pelo modo como nosso país é guiado, pela maneira como a sociedade é moldada. E disposto a fazer a minha parte para mudar o mundo.

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