"Para me tornar pastor, tive de vender minha casa e doar o dinheiro à igreja. Disseram que era um jeito de provar que Deus estava no meu coração. Quando comecei a pregar, participava de reuniões periódicas para falar sobre metas de arrecadação. Eu fazia uma verdadeira lavagem cerebral nos fiéis para convencê-los a doar mais dinheiro. Precisava levantar 150000 reais mensais em doações e, depois aumentar 20% a cada mês. Cheguei a ir para o hospital, tamanha a pressão. Houve um mês em que consegui apenas 120000 reais. Por não bater a meta, fui xingado de burro e endemoninhado por um bispo. Depois disso, decidir abandonar a Universal."
(Jenilton Melo dos Santos, 44 anos, ex-pastor. Depoimento extraído da revista Veja, Agosto de 2009)
Dinheiro. Para muitos, essencial. Fonte única de prazer, de alegria. É a "mola do mundo". Na verdade, é o mundo. Tornou-se Deu$. Um deus cruel que sempre exige mais e mais daqueles que o adoram. Nunca satisfeito. Sempre consumindo todos a sua volta.
Pode parecer exagero, mas o parágrafo acima é a única explicação possível para as tantas barbaridades que são cometidas em nome de uma fé que de espirtual não tem nada. Ao contrário, é danosa ao corpo a e alma, transformando os "fiéis" em mariontes de líderes oportunistas que gozam dos benefícios do poder. Poder que é concedido pelas ovelhas seduzidas pela voz dos lobos.
E isso é algo inadmissível.
Fé e dinheiro sempre andaram juntos. Desde os primórdios da história cristã. E essa relação costantemente gera discordâncias. É uma luta pelo controle do coração humano. Para saber quem realmente vai ocupar o trono. E temo que o lado errado esteja ganhando.
Há uma ausência de fé despojada em nossos dias. Igrejas lotadas de pessoas viciadas no processo "toma lá dá cá" eclesiástico não mudam a vida de ninguém. Isso gera um interesse temporário no que se refere a divindade. Interesse que encontrará fim quando a questão problemática for solucionada e voltará a tona quando a próxima surgir.
Enquanto isso, os escândalos envolvendo quantias exorbitantes de dinheiro vão levando ladeira abaixo a boa imagem ( ainda que seja mínima) de instituições eclesiáticas sérias.
Arranjar culpados pra tal situação não é tarefa complicada. Basta olhar para os condomínios de luxo e mansões situadas em aréas nobres das grandes cidades brasileiras. E até do exterior. É lá que estão os ministros do evangelho da prosperidade. Guardados no conforto de seus lares , que foram edificados com muito suor e lágrimas.
Não deles, é claro.
Foram as lágrimas do José, do Maria, do João. Do imenso rebanho que anda atrás de alguém que o guie até os pastos divinos, mas apenas servem como fantoches , manipulados por mãos que servem ao Deu$ destes tempos modernos e cujo sangue não verte mais.
Hoje, são apenas cédulas.
(Jenilton Melo dos Santos, 44 anos, ex-pastor. Depoimento extraído da revista Veja, Agosto de 2009)
Dinheiro. Para muitos, essencial. Fonte única de prazer, de alegria. É a "mola do mundo". Na verdade, é o mundo. Tornou-se Deu$. Um deus cruel que sempre exige mais e mais daqueles que o adoram. Nunca satisfeito. Sempre consumindo todos a sua volta.
Pode parecer exagero, mas o parágrafo acima é a única explicação possível para as tantas barbaridades que são cometidas em nome de uma fé que de espirtual não tem nada. Ao contrário, é danosa ao corpo a e alma, transformando os "fiéis" em mariontes de líderes oportunistas que gozam dos benefícios do poder. Poder que é concedido pelas ovelhas seduzidas pela voz dos lobos.
E isso é algo inadmissível.
Fé e dinheiro sempre andaram juntos. Desde os primórdios da história cristã. E essa relação costantemente gera discordâncias. É uma luta pelo controle do coração humano. Para saber quem realmente vai ocupar o trono. E temo que o lado errado esteja ganhando.
Há uma ausência de fé despojada em nossos dias. Igrejas lotadas de pessoas viciadas no processo "toma lá dá cá" eclesiástico não mudam a vida de ninguém. Isso gera um interesse temporário no que se refere a divindade. Interesse que encontrará fim quando a questão problemática for solucionada e voltará a tona quando a próxima surgir.
Enquanto isso, os escândalos envolvendo quantias exorbitantes de dinheiro vão levando ladeira abaixo a boa imagem ( ainda que seja mínima) de instituições eclesiáticas sérias.
Arranjar culpados pra tal situação não é tarefa complicada. Basta olhar para os condomínios de luxo e mansões situadas em aréas nobres das grandes cidades brasileiras. E até do exterior. É lá que estão os ministros do evangelho da prosperidade. Guardados no conforto de seus lares , que foram edificados com muito suor e lágrimas.
Não deles, é claro.
Foram as lágrimas do José, do Maria, do João. Do imenso rebanho que anda atrás de alguém que o guie até os pastos divinos, mas apenas servem como fantoches , manipulados por mãos que servem ao Deu$ destes tempos modernos e cujo sangue não verte mais.
Hoje, são apenas cédulas.


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