As Palavras voam. Os Escritos permanecem.

Verba volant, Scripta manet – As palavras voam, os escritos permanecem.

O provérbio latino acima, retirado de um dos inúmeros contos do versátil Artur Azevedo, sintetiza o imenso valor literário e histórico dos textos produzidos pelo mesmo.
As Letras brasileiras, e não só as maranhenses, foram agraciadas pela presença deste ilustre teatrólogo, contista, poeta, jornalista e (por que não?) conhecedor como poucos da alma e costumes dos homens de sua época.
E da nossa também, uma vez que seus escritos permanecem atuais.
O leitor de Azevedo se vê no decorrer do texto lido. E levando em conta que o país, de lá pra cá, descontando-se as devidas peculiaridades temporais, continua o mesmo em essência, é possível entender essa atualidade. Quantas "Lolas", "Eusébios" e "Lourenços" não há por aí, e não só na "Capital Federal", mas em cada canto desta nação? E o drama vivido em "O Escravocrata", apesar das leis abolicionistas, reflete ainda na vida de muitos brasileiros, negros e brancos, sob a pesada carga do trabalho escravo moderno. Mas há também a malandragem inócua(?) do Borba, a persistência do apaixonado Isaías e seus divertidos anexins, a esperteza do pacífico boticário que com uma singela pílula resolveu um possível conflito de morte.
Isso é Artur Azevedo.
O Brasil é Artur Azevedo. Em todos os contos, artigos, poemas e peças.
E ainda que para alguns o autor não seja um Machado nas Letras, Artur construiu com sua brilhante pena pilares literários críticos, cômicos, azedos e de igual quilate ou até mais do que os do bruxo do Cosme velho.
Textos que ontem e hoje fazem o Brasil pensar, chorar e rir de si mesmo.

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